28 de julho de 2011

Trem da vida

Mais um passageiro.
Eu até que fui com a cara dele;
ele até que correspondeu.
Mas logo vi que não tinha educação;
ainda bem que desceu.

Entre livros, cochilos e arrepios
chegam as estações...
Eu só fico aqui torcendo:

"Vem, mostra tua passagem só de ida ao maquinista;
embarca logo nesse trem.
Tira o chapéu; dê um sorriso;
aproxime-se."

Prometo fazer deste o vagão mais seguro;
indicar-te o banco mais confortável;
mostrar-te as mais lindas paisagens
e ser sempre tua e melhor companhia.

Que só acabe a ferrovia quando o trem não mais funcionar.

4 comentários:

Bárbara disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bárbara disse...

Linda, você escreve bem! Seguindo.
www.aurevoirsaudade.blogspot.com

Gabriela Furtado disse...

Que não se finde essa estrada de ferro, para que siga sempre em frente esse coração...
Beeijoos

Daniela Filipini disse...

A estrada de ferro não precisa findar...