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4 de dezembro de 2011

Na noite passada meus olhos vidraram, focando você e aquele nosso momento.

Um caso de amor que perambula pelo espaço do tempo e anda perdido por aí, no universo das circunstâncias e não encontra lugar para acontecer. Acho que é isso que somos.
Se juntassem as imagens de nossos espelhos, daria uma imagem dividida. De um lado, quebra-cabeça, encaixe perfeito de formas. E do outro, um desencontro de linhas, cores e sombras. Desfoque total.

2 de outubro de 2010

Novos rumos, novos ares, novo quadro.


Um bom tempo se passou desde que fui obrigada a abandonar viagem. Naveguei pelos teus encantos, pelos nossos momentos de “amor perfeito”. Naveguei apreciando lindas e inéditas paisagens arrematadas por belíssimos céus, ora pôr, ora nascer do sol. Impossível escolher o mais bonito.
Não contesto os planos perfeitos de Deus. Mas acho que teria sido mais fácil pra mim, se eu não tivesse gostado tanto de você a ponto de buscar e encontrar pretextos para gostar ainda mais. Além de meus sorrisos mais lindos, meus melhores beijos e meus mais afetuosos carinhos, quis te dar o melhor de mim, para te ajudar a ser sempre o melhor de você. Não para que eu ficasse ainda mais apaixonada, mas para que você fosse ainda mais feliz.
Ainda assim não me arrependo. Jamais.

6 de janeiro de 2010

Amor de infância

Não sei como começar. Apenas senti a necessidade de escrever sobre o que sinto, ou senti. O silêncio enlouquece.
Te conheço há anos, faço-te admirar-me há poucas palavras.
Gostei muito de você, talvez tenha te amado.
A euforia passou, a paixão acabou, mas talvez ainda te goste, ainda te ame. Mas com toda a serenidade que antes desconhecia. Serenidade expressa até na saudade que sinto de ti, que está sempre presente, mas não me atormenta.