26 de setembro de 2010

Universo que chamo de eu.

Sigo o meu caminho coberto de desejáveis broches que podem enfeitar meu retrato. Quero ser a face do mistério, a Monalisa aparentemente inalcançável vestida com uma máscara de beleza a la Afrodite.
Posso mostrar uma faceta nova e fascinante a cada dia, a quem estiver disposto a andar com a mão entrelaçada à minha.
Sou "santa", porque essa é a minha escolha. Consequência da maior e mais certa escolha: viver para adorar o Senhor.

Talvez um dia seja louca, por um dia apenas. A loucura não faz parte da minha essência, mas pode temperá-la de vez em quando.
Tenho coragem de entrar em qualquer quarto escuro da vida, se Papai disser que está comigo. Mas tenho medo de barata. Confuso, não? É aí que a magia se entranha.
Pinto-me de esperta o suficiente para saber exatamente o que se passa na cabeça de um 'homenino'.
Quando na verdade, não sei. E talvez prefira o mistério. Busco palavras e sabedorias alheias, quando bem sei que as respostas certas vem Dele. Posso desejar o planeta em minhas mãos a fim de te ajudar. Posso querer dar o maior amor que exista, mesmo que o "felizardo" não mereça. Humildade é uma parede do castelo, meu bem.
Sou uma fortaleza na essência. Mas tenho sim meus devaneios, inseguranças passageiras, dúvidas quase insolucionáveis e fraqueza de fuga. Não escondo esses pontos. Faz parte do meu esquete.
Tenho o poder de deixar qualquer um que bem enxergue, livre de desejos superficiais, capazes de agir da maneira que for melhor para mim, mesmo que seja incomum. Loucos para embarcar num mundo fascinante e inédito de mulher nem um pouco óbvia. Mas faço desistirem de tentar comprar o ingresso, a medida que vou mostrando que é preciso mais, ou menos do que são. Preciso do!
Faço-me complexa. Devo ser mesmo. Mas não se assuste, também sei ser um pote de açúcar.
Mergulho no oceano de águas internas e aprecio as correntezas de encanto ao mesmo passo que tento enxugar de uma só vez tudo o que turva o cristalino.
Sou muito espinho, muita semente, muito fruto verde. Mas são a rosa cheia de graça e as raízes fortes que sobressaem.
Não me dou título de rainha ou de mulher-modelo. Mas, sim, ao olhar o espelho, enxergo mais que rosto, corpo e cabelo.

11 comentários:

Ju Fuzetto disse...

Tão doce!!

Lindo teu canto!!

Teu jeito de escrever é como uma canção terna. beijo

Gabriela Furtado disse...

Ameeei esse texto, acho que tuas palavras confirmam este último trecho.
Adorei teu blog, flor, obrigada pela visita lá no meu cantinho.
p.s sigo-te tbm
beijos

marcosvrodrigues disse...

Lindo, lindo..

Bravo!

Cada um de nóstraz um universo em si, e todos os universos jorram Dele!

Parabéns.


Se quiser, dê uma passadinha no http://occhistrabici.blogspot.com/ , onde coloco meus textos e inspirações.

Bjao!

Brunno Lopez disse...

Uma descrição honesta e terrivelmente incrível.
Algumas das suas virtudes e palavras são meramente irreconhecíveis em nosso planeta gelado, mas isso só faz as pessoas desejarem saber onde está o seu encanto.

Vou continuar lendo...

bruna disse...

Adorei o jeito como escreves e escolhes as palavras.
Esse jeito encanta. Vou seguir aqui, beijos!!!!

Mandy disse...

Primeira vez por aqui...

Adorei o texto mocinha. Me identifiquei bastante com ele, principalmente essa parte: "Sou uma fortaleza na essência. Mas tenho sim meus devaneios, inseguranças passageiras, dúvidas quase insolucionáveis e fraqueza de fuga."

Xoxo

Fred Bahia disse...

"Não me dou título de rainha ou de mulher-modelo. Mas, sim, ao olhar o espelho, enxergo mais que rosto, corpo e cabelo."

Sensacional! Sem palavras. Você está melhor do que nunca.

claudia disse...

Filha!! cada dia sinto mais orgulho de vc. Vc escreve com o coração!
Te amo!!
Beijos

Carlinha :-* disse...

Amiga foi perfeitooo.. adoreiii.. tenho orgulho de ti :D

Beijoss

bruna disse...

Obrigada pelo elogio. Tem mais uma parte da história do Terry e do viajante lá =))
Beijão

João Lenjob disse...

Lembrei-me do Pequeno Príncipe: "...o essencial a vida é invisível aos olhos...". Parabéns!!! Adorei e aguardo a visita em meu blog, http://lenjob.blogspot.com

João Lenjob

Turbulencia
João Lenjob

Esta turbulencia há de passar
Mesmo que caia, caio também
Para não deixar que fique só
Só não rezo por você para que possa aprender
O que aprendi sem ter alguém
Sem pedir por pais ou Deus.

Prometo estar sempre com você
Olhando o azul do céu
E enchendo de algodão
Para ver se chove um pouco de amor
E paz no coração
Tocando a terra molhada com a mão
E fechando os olhos para sentir a suavidade das pétalas
E não a rispidez do dinheiro
Fazendo enxergar que tudo que planta cresce
E tudo que cresce cria raiz
Que não se quebra com atitudes
Que não gera ou permite o esquecimento
Que fere o peito e afeta a alma
Que não deixa a turbulencia passar.